futuro
O
não
está
decidido
É hora de novos sonhos, criados de nós para nós, florescerem na Vila Elizabeth.
Futuros Marginais é um projeto de design, que usa a imaginação para criar novas possibilidades de futuros para a Vila Elizabeth
Muitas vezes, somos levados a acreditar que o amanhã é algo que apenas "acontece" conosco ou que estamos presos ao que aconteceu no passado, como os traumas das enchentes. Mas a verdade é que as nossas imagens do futuro funcionam como mapas: o que a gente acredita que pode acontecer guia como a gente age hoje.
Quando a gente imagina futuros que queremos viver, estamos retomando o poder de decidir os rumos da nossa própria comunidade. Não se trata de prever o que vai vir, mas de usar a imaginação como uma ferramenta para recusar a ideia de que a periferia é apenas um lugar de carência.
Ao materializar esses sonhos em flores no Beco ou em mensagens do amanhã, mostramos que o futuro não está decidido e que a nossa inventividade é capaz de criar caminhos prósperos, transformando o medo em capacidade de construir e transformar o nosso território.
Instalações
A Carta do Amanhã
Um alerta fictício vindo de um viajante do tempo: um convite para protegermos nossa linha do tempo e acreditarmos na nossa capacidade de transformar o presente.
Semeie futuros desejáveis
Mensagens em stencil espalhadas pela Rota do Graffiti para lembrar que o amanhã é uma construção que começa com as sementes que plantamos agora.
Mural interativo
Um espaço aberto para a voz da comunidade. Aqui, a obra só fica pronta quando você responde: "O que você quer ver florescer na vila no futuro?".
Flores do Futuro
Espécies botânicas fictícias que brotam das paredes do Beco do Graffiti, simbolizando que a nossa criatividade e os nossos sonhos têm força para regenerar a Vila Elizabeth.
Dúvidas possíveis
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Elas são convites para reflexão. Algumas ideias são simbólicas, como as flores que brotam do graffiti, para mostrar nossa capacidade criativa. Outras são caminhos que podem, sim, virar projetos reais no futuro. O objetivo principal é mostrar que a Elizabeth não precisa aceitar um futuro decidido por outros; nós podemos criar os nossos próprios protótipos de mundo.
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É um nome difícil para uma coisa simples: usar a imaginação para criar objetos que vêm do futuro. Em vez de apenas tentar resolver um problema de hoje, a gente cria "provocações" (como as flores no Beco) para nos ajudar a pensar: "E se a Vila fosse assim?". Isso nos ajuda a decidir hoje qual caminho queremos seguir amanhã.
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Porque a gente só consegue mudar o presente se souber para onde quer ir. Depois de tudo o que passamos com as enchentes, é comum sentir que o futuro é perigoso ou incerto. O projeto serve para a gente retomar o controle da nossa história, transformando o medo em criatividade e a carência em potência.
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A palavra "marginal" muitas vezes é usada de forma negativa para nos diminuir. No projeto, a gente vira esse jogo: ser marginal significa que as soluções mais potentes para o mundo nascem aqui, nas margens, de quem sabe criar e se reinventar todo dia. É o nosso jeito de dizer que o "centro" da inovação é a Vila.
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Tudo o que você vê foi criado em oficinas por moradores, ex-moradores e voluntários da comunidade. Não se imagina futuros desejáveis para uma comunidade, sem pessoas que estão lá.